Publicado por: jmaurojr | 17 de Março de 2011

Méritos


“Depois do exílio terrestre, espero ir deleitar-me de Vós na Pátria, mas não quero acumular méritos para o céu, quero trabalhar somente por vosso amor […] Ao entardecer desta vida, comparecerei diante de Vós com as mãos vazias, pois não Vos peço, Senhor, que contabilizeis as minhas obras. Todas as nossas justiças têm manchas a vossos olhos. Quero, portanto, revestir-me de vossa própria Justiça, e receber do vosso Amor a posse eterna de Vós mesmo…”

Santa Teresa do Menino Jesus, Oferta.

Publicado por: geovankubalc | 18 de Janeiro de 2011

O amor humano não tolera experiência

Escutam-se nos dias de hoje frases como esta: “é preciso conhecer bem o outro antes de assumir um compromisso”. Ou ainda: “o casamento é para sempre e aprisiona e eu não estou preparado para me atar definitivamente”.

“Muitos reclamam hoje uma espécie de direito à experiência quando há intenção de se casar.” Esta frase que se encontra no número 2391 do catecismo da igreja católica mostra a realidade afetiva de muitos no mundo de hoje. Ao afirmar que querem fazer uma experiência antes de se casar estão querendo dar lugar aos sentimentos e não ao amor. O amor é maior que qualquer tipo de sentimento e “não tolera a experiência, ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si.”

A relação irresponsável entre um casal não garante o afeto verdadeiro e sincero entre um homem e uma mulher. O amor não pode dar lugar aos caprichos e às fantasias que a sensualidade propõe.

Cristo veio ao mundo para nos propor uma nova forma de amar. “Nisto conhecemos o que é o Amor: com o qual Ele deu sua vida por nós” (I Jo – 3, 16). O Amor que Cristo tem por nós não é banal. Ao contrario, é profundo e cheio de sentimentos positivos. Ele deu a Sua vida por todos nós, não poupou sacrifícios e se entregou completamente ao morrer numa cruz para que compreendêssemos o que significa amar.

Como saber se estamos realmente amando ao próximo como Cristo nos propõe? A ternura presente na vida de um casal não é somente um sentimento. Esta ternura se traduzirá em estar sempre ao lado da pessoa amada, tanto nas horas tristes, como nas horas alegres, principalmente quando houver dificuldades e tentações.

O sim de um esposo à pessoa amada é o que marca a diferença. Este sim que se realiza 24 horas ao dia. São Paulo nos expressa numa de suas cartas: “quem nos separará do Amor de Cristo?” (Rom 8, 35) Da mesma maneira um matrimônio que tem seus fundamentos em Deus poderá exclamar: “quem nos separará…?”

“Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. Tendo-os Deus criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e indefectível de Deus pelo homem. Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do Criador, que é Amor.” (CIC – 1604)

Ternura, esta é a palavra que pode descrever o amor. É aqui onde a experiência se transforma em atos concretos, que renovam constantemente o amor que forma a unidade de um matrimônio.

Vença o mal com o bem!

Publicado por: jmaurojr | 16 de Janeiro de 2011

Meditando o Evangelho

Evangelho (Jo 1,29-34): No dia seguinte, João viu que Jesus vinha a seu encontro e disse: «Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo. É dele que eu falei: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia’! Eu também não o conhecia, mas vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel».

João ainda testemunhou: «Eu vi o Espírito descer do céu, como pomba, e permanecer sobre ele. Pois eu não o conhecia, mas aquele que me enviou disse-me: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus!».

Comentário: Rev. D. Joaquim FORTUNY i Vizcarro (Cunit, Tarragona, Espanha)

Hoje ouvimos João que, ao ver Jesus, disse: «Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). Que pensariam aquelas gentes? E, que entendemos nós? Na celebração da Eucaristia todos rezamos: «Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, tem piedade de nós / dá-nos a paz». E o sacerdote convida os fiéis à comunhão dizendo: «Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…».

Não tenhamos duvidas que quando João disse «Eis aqui o Cordeiro de Deus», todos perceberam o que queria dizer, pois o “cordeiro” é uma metáfora de caráter mecânico que tinha sido usada pelos profetas, principalmente por Isaías, e que era bem conhecida por todos os bons israelitas.

Por outro lado, o cordeiro é o animalzinho que os israelitas sacrificam para rememorar a páscoa, a libertação da escravidão do Egito. A ceia pascoal consiste em comer um cordeiro.

E ainda os Apóstolos e os padres da Igreja dizem que o cordeiro é signo de pureza, simplicidade, bondade, mansidão, inocência… e Cristo é a Pureza, a Simplicidade, a Bondade, a Mansidão, a Inocência. São Pedro dirá: «fostes resgatados (…) pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha» (1Pe 1,18.19). E São João, no Apocalipses, emprega cerca de trinta vezes o termo “cordeiro” para designar Jesus Cristo.

Cristo é o cordeiro que tira o pecado do mundo, que foi imolado para nos dar a graça. Lutemos para viver sempre em graça, lutemos contra o pecado, aborreçamo-lo. A beleza da alma em graça é tão grande que nenhum tesouro o pode comparar. Torna-nos agradáveis a Deus e dignos de ser amados. Por isso, no “Gloria” da Missa fala-se da paz própria dos homens que o Senhor ama, dos que estão em graça.

João Paulo II, convidando-nos urgentemente a viver na graça que o Cordeiro nos alcançou, diz-nos: «Comprometamo-nos a viver em graça. Jesus nasceu em Belém precisamente para isto (…) viver em graça é a dignidade suprema, é a alegria inefável, é garantia de paz, é um ideal maravilhoso».

Publicado por: jmaurojr | 19 de Dezembro de 2010

Meditando o Evangelho

Evangelho (Mt 1,18-24): Ora, a origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de passarem a conviver, ela encontrou-se grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, pensou em despedi-la secretamente.

Mas, no que lhe veio esse pensamento, apareceu-lhe em sonho um anjo do Senhor, que lhe disse: «José, Filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria, tua esposa; o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados». Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: « Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: ‘Deus-conosco’».Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa.

Comentário: Rev. D. Pere GRAU i Andreu (Les Planes, Barcelona, Espanha)


Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado

Hoje a liturgia da Palavra convida-nos a considerar e a admirar a figura de são José, um homem verdadeiramente bom. De Maria, a Mãe de Deus se diz que era bendita entre todas as mulheres (cf. Lc 1,42). De José se escreveu que era justo (cf. Mt 1,19).

Todos devemos a Deus Pai Criador a nossa identidade individual como pessoas feitas à sua imagem e semelhança, com real liberdade e radical. Como a resposta a esta liberdade podemos dar glória a Deus, como se merece ou, também podemos fazer de nós mesmos, alguma coisa não agradável aos olhos de Deus.

Não duvidemos de que José, com o seu trabalho, com o seu compromisso familiar e social ganhou o “Coração” do Criador, consideremo-lo como homem de confiança na colaboração da Redenção humana por meio do seu Filho feito homem como nós.

Apreendemos, pois, de são José sua fidelidade —provada já desde o principio— e o seu bom comportamento durante o resto da sua vida, unida —intimamente—a Jesus e a Maria.

É padroeiro e intercessor para todos os pais, biológicos ou não, que neste mundo ajudaram a seus filhos a dar uma resposta semelhante à de ele. É o padroeiro da Igreja, como identidade ligada estreitamente ao seu Filho e, continuamos a ouvir as palavras de Maria quando encontra o Menino Jesus que se havia “perdido” no Templo: «O teu pai e eu…» (Lc 2,48).

Com Maria, nossa Mãe, encontramos a José como pai. Santa Teresa de Jesus deixou escrito: «Tomei por advogado e senhor ao glorioso são José e encomendei-me muito a ele (…). Não me lembro que lhe haja suplicado alguma coisa que a haja deixado de fazer».

Especialmente é pai para aqueles que tendo escutado a chamada do Senhor a ocupar, pelo ministério sacerdotal, o lugar que nos cede Jesus Cristo para o bem da Igreja. —São José glorioso: protege as nossas famílias, protege as nossas comunidades; protege a todos aqueles que ouviram a chamada à vocação sacerdotal… E que haja muitos.

Publicado por: geovankubalc | 14 de Dezembro de 2010

Respondendo como Criança

“Eu fico com a pureza da resposta das crianças”. Esta frase nos relembra aquela canção que girou todo o país com seu samba: “o que é o que é”.

A canção de Gonzaguinha evoca a beleza de ser um “eterno aprendiz”. Quando éramos crianças queríamos crescer, gostávamos de brincar ser adultos e sentir responsáveis de nossa própria vida. Hoje, ao olhar para trás, sentimos saudades daquele tempo que vivíamos com toda simplicidade do mundo.

Nas nossas vidas de adultos nos surgem perguntas complicadas. No entanto, na maioria das vezes não são as perguntas que são erradas, mas as nossas respostas que são enredadas. A canção ilustra bem as perguntas que surgem em nosso dia a dia.

Desde a primeira frase da canção Gonzaguinha procura nos propor uma solução às nossas problemáticas de adultos: nossas respostas devem ser puras e sinceras como o de uma criança. Jesus nos disse que “quem não receber o Reino dos Céus como uma criança, não entrará nele” (Lc 18, 17).

Essa pergunta nos leva mais longe, pois podemos até dizer que esta é uma pergunta adulta. Por que as crianças têm esta pureza e a sinceridade em suas respostas? Por uma parte se pode dizer que elas não possuem muito a prudência e experiência de saber o que dizer e a quem dizer certas coisas. Mas, sobretudo, porque uma criança não se importa com o que pensam dela quando dá suas respostas, são livres deste “pensamento adulto” que exaltamos e por isso vivem com uma total sinceridade para com os outros.

Como o Gonzaguinha nos propõe, fiquemos com a pureza da resposta das crianças e deixemos de lado o que os outros pensam de nós. No final de nossa vida o que importará será o que Deus pensar de nós e não o que outras pessoas disserem. Deus nunca desprezará “um coração humilde e confiante que nos faz ‘retornar à condição de crianças’, porque é aos pequeninos que o Pai se revela”. (Catecismo da Igreja Católica – 2785)

Vença o mal com o bem!

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