Publicado por: geovankubalc | 18 de Janeiro de 2011

O amor humano não tolera experiência

Escutam-se nos dias de hoje frases como esta: “é preciso conhecer bem o outro antes de assumir um compromisso”. Ou ainda: “o casamento é para sempre e aprisiona e eu não estou preparado para me atar definitivamente”.

“Muitos reclamam hoje uma espécie de direito à experiência quando há intenção de se casar.” Esta frase que se encontra no número 2391 do catecismo da igreja católica mostra a realidade afetiva de muitos no mundo de hoje. Ao afirmar que querem fazer uma experiência antes de se casar estão querendo dar lugar aos sentimentos e não ao amor. O amor é maior que qualquer tipo de sentimento e “não tolera a experiência, ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si.”

A relação irresponsável entre um casal não garante o afeto verdadeiro e sincero entre um homem e uma mulher. O amor não pode dar lugar aos caprichos e às fantasias que a sensualidade propõe.

Cristo veio ao mundo para nos propor uma nova forma de amar. “Nisto conhecemos o que é o Amor: com o qual Ele deu sua vida por nós” (I Jo – 3, 16). O Amor que Cristo tem por nós não é banal. Ao contrario, é profundo e cheio de sentimentos positivos. Ele deu a Sua vida por todos nós, não poupou sacrifícios e se entregou completamente ao morrer numa cruz para que compreendêssemos o que significa amar.

Como saber se estamos realmente amando ao próximo como Cristo nos propõe? A ternura presente na vida de um casal não é somente um sentimento. Esta ternura se traduzirá em estar sempre ao lado da pessoa amada, tanto nas horas tristes, como nas horas alegres, principalmente quando houver dificuldades e tentações.

O sim de um esposo à pessoa amada é o que marca a diferença. Este sim que se realiza 24 horas ao dia. São Paulo nos expressa numa de suas cartas: “quem nos separará do Amor de Cristo?” (Rom 8, 35) Da mesma maneira um matrimônio que tem seus fundamentos em Deus poderá exclamar: “quem nos separará…?”

“Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. Tendo-os Deus criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e indefectível de Deus pelo homem. Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do Criador, que é Amor.” (CIC – 1604)

Ternura, esta é a palavra que pode descrever o amor. É aqui onde a experiência se transforma em atos concretos, que renovam constantemente o amor que forma a unidade de um matrimônio.

Vença o mal com o bem!


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