Publicado por: geovankubalc | 14 de Dezembro de 2010

Respondendo como Criança

“Eu fico com a pureza da resposta das crianças”. Esta frase nos relembra aquela canção que girou todo o país com seu samba: “o que é o que é”.

A canção de Gonzaguinha evoca a beleza de ser um “eterno aprendiz”. Quando éramos crianças queríamos crescer, gostávamos de brincar ser adultos e sentir responsáveis de nossa própria vida. Hoje, ao olhar para trás, sentimos saudades daquele tempo que vivíamos com toda simplicidade do mundo.

Nas nossas vidas de adultos nos surgem perguntas complicadas. No entanto, na maioria das vezes não são as perguntas que são erradas, mas as nossas respostas que são enredadas. A canção ilustra bem as perguntas que surgem em nosso dia a dia.

Desde a primeira frase da canção Gonzaguinha procura nos propor uma solução às nossas problemáticas de adultos: nossas respostas devem ser puras e sinceras como o de uma criança. Jesus nos disse que “quem não receber o Reino dos Céus como uma criança, não entrará nele” (Lc 18, 17).

Essa pergunta nos leva mais longe, pois podemos até dizer que esta é uma pergunta adulta. Por que as crianças têm esta pureza e a sinceridade em suas respostas? Por uma parte se pode dizer que elas não possuem muito a prudência e experiência de saber o que dizer e a quem dizer certas coisas. Mas, sobretudo, porque uma criança não se importa com o que pensam dela quando dá suas respostas, são livres deste “pensamento adulto” que exaltamos e por isso vivem com uma total sinceridade para com os outros.

Como o Gonzaguinha nos propõe, fiquemos com a pureza da resposta das crianças e deixemos de lado o que os outros pensam de nós. No final de nossa vida o que importará será o que Deus pensar de nós e não o que outras pessoas disserem. Deus nunca desprezará “um coração humilde e confiante que nos faz ‘retornar à condição de crianças’, porque é aos pequeninos que o Pai se revela”. (Catecismo da Igreja Católica – 2785)

Vença o mal com o bem!


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