Publicado por: geovankubalc | 1 de Abril de 2010

A Alegria que Nasce da Confissão

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Muitas pessoas, que chegavam à cidade de Ars para conhecer o fenômeno de santidade do Pe. João Maria Vianey, terminavam a sua visita dentro do confessionário.

Conta uma das testemunhas que, um dia, o Cura d’Ars foi pregar um retiro na paróquia vizinha. Durante a noite, o demônio veio discutir com o santo e interromper-lhe o sono. Era algo comum que Satanás viesse incomodar o santo, pois muitas pessoas se convertiam a uma vida melhor com o exemplo dele.

Numa noite, Satanás fez muito ruído no seu quarto. Os outros padres, que se encontravam na casa paroquial, acordaram assustados, pensando que estavam matando o Pe. Vianney. Ao abrir a porta do quarto viram que a sua cama estava na metade do quarto e que ele continuava embaixo das cobertas.

O que mais lhes impressionou foi a resposta do santo: “Não se preocupem, é Satanás que está furioso comigo. Amanhã virá um peixe gordo” .

De fato, sempre que o demônio o incomodava, vinha uma multidão de gente para se confessar com ele. Entre os peregrinos, se encontravam pessoas que não se confessavam há anos. Estes eram os chamados peixes gordos.

No dia seguinte, os outros sacerdotes estiveram atentos durante toda a manhã e tarde, mas ninguém de extraordinário tinha vindo para a confissão. Até que, no final do dia, viram um senhor, que era da nobreza e bem conhecido na cidade,  se dirigindo ao Pe. Vianey para pedir confissão. Já fazia muitos anos que aquele varão não pedia perdão pelos seus pecados. A partir daquele dia, ele foi um dos mais ferventes paroquianos. Sua vida tinha mudado e era uma pessoa feliz.

Isso acontece quando uma pessoa se abre à Misericórdia de Deus. O Pe. Tadeusz Dajczer nos diz no seu livro Meditações sobre a Fé que “no sacramento da reconciliação encontramos a Cristo que nos quer perdoar e curar as feridas produzidas pelos nossos pecados. Mas se eu não mostro as minhas feridas a Deus, Ele não poderá curá-las”.

As pessoas, depois de terem saído da confissão com o Cura d’Ars, já não eram as mesmas. A alegria tomava conta deles.

Este fenômeno ocorre diariamente nas igrejas. Onde haja um sacerdote confessando, aí estará a Misericórdia de Deus perdoando e a alegria invadindo os corações das pessoas.

Na Quaresma, existe esta tradição muito bonita de procurar a Misericórdia de Deus na confissão pedindo perdão pelos nossos pecados. Como diz o Catecismo da Igreja Católica no número 1468: “Os que recebem o sacramento da Penitência com coração contrito e disposição religiosa podem desfrutar a paz e a tranquilidade de consciência, que vem acompanhada de uma intensa consolação espiritual” .

É na confissão que encontramos este amor misericordioso do coração de Cristo, e também é aí onde nascerá a verdadeira alegria no nosso coração.

Vença o mal com o bem!

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Responses

  1. Ars ainda hoje é pequena. No tempo em que o então novo sacerdote João Maria Vianney foi designado para ser o cura de Ars, era um pequeno amontoado de casas, habitadas em sua maioria por aldeões que tentavam sobreviver trabalhando a estéril terra do local. Antes de chegar efetivamente à aldeia, o recém-ordenado cura desceu da carroça que o levava e abaixou-se até que seus lábios tocassem o chão, e o beijou. Gesto que o Santo Padre o Papa João Paulo II repetia a cada lugar que chegava por primeira vez. Atitude que caracterizou e caracteriza até hoje as pessoas que se decidem entregar a Deus e confiar a Ele todas as suas necessidades, pois têm a certeza de que o Altíssimo de tudo cuidará.
    Também nós deveríamos trazer em nossas almas esta certeza, que nos pode vir de uma fé inabalável; mas sucede que somos abalados por quaquer acontecimento, as vezes nem mesmo verídico, que afete a nossos sacerdotes. Esquecemo-nos que quando nos acercamos do confessionário ou da sala de confissão, quem absolverá ou não nossos pecados é o próprio Cristo, através do sacerdote. Nestes tempos modernos somos propensos a pensar como nossos irmão cristãos de outras denominações que não a católica. Afinal, é mais cômodo confessar-se diretamente com Deus, pois que Ele tudo perdoa e compreende e nem sugere uma penitenciazinha sequer; então, confessando-se com Deus, nós mesmos nos absolvemos…quanta autosuficiência!!
    Estamos já no final da quaresma, mas ainda há tempo para aproveitar dessa graça que o Senhor nos concede abundantemente, a graça de nos religarmos a Ele, pois o pecado causa um rompimento, e quando confessamos com sinceridade e arrependimento o nosso pecado, Jesus mesmo, através do sacerdote, nos religa a Deus, e então saímos da presença do sacerdote repletos de felicidade toda nova! Felicidade que vem da reconciliação, e uma vez reconciliados, podemos, felizes e sem nenhuma sombra de culpa, participar do banquete do Cordeiro, onde Ele mesmo se faz, por intermédio do sacerdote, alimento precioso para fortalecer nosso espírito já livre de culpas.
    O que seria de nós não fossem os “cura d’Ars” que, na pessoa de Cristo, absolvem o pecado chorado e arrependido?
    Que o Senhor da Messe e Pastor do rebanho envie-nos cada vez mais e mais confessores, pois os necessitamos, senão, quem irá confessar-nos? Quem irá preparar o banquete que a cada missa desce do Céu e se faz alimento e sacia-nos?
    “Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de Vosso amor purificai-nos. Lavai-nos inteiramente do pecado, e apagai complente a nossa culpa. Criai em nós, um coração que seja puro.
    São João Maria Vianney, rogai por nós.


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