Publicado por: jmaurojr | 16 de Março de 2010

Lindo Céu…

Não sei o que pedir. Procurei o meu desejo mais ardente e não o encontrei. Não sei o que me fará feliz. Inquieto está o meu coração, sem descanso. E não sei que nome dar às minhas saudades.

Sem saber para onde ir, sem saber o que fazer, sem saber que batalhas travar, sinto intensamente a tentação dos ídolos e dos vazios. É fácil entrar pelos caminhos falsos, preferir o poder ao amor, a força à mansidão, a reação violenta à mansa afirmação da bondade…

Mas eu sei que, a despeito da minha estupidez, o teu Espírito me ama, frequenta os meus sonhos, as minhas entranhas, aos desejos que não sei dizer e intercede por mim e por todos os meus irmãos, neste mundo que criastes, com gemidos profundos demais para palavras… Aceita, meu Pai, os meus gemidos inarticulados como expressão da minha prece…

Mas, na minha fome, tenho necessidade de sinais visíveis da tua graça invisível. Serve-me os teus sacramentos, os primeiros frutos desde o Reino, nostalgia da nossa alma… tenho sede de sorrisos, de olhares mansos, de palavras brandas, de gestos firmes, pela verdade e pela bondade; de vitórias, por pequena que sejam, da justiça… Tu sabes, ó Pai, que é muito difícil sobreviver no cativeiro, sem a esperança da Cidade Santa. “Pelos rios da Babilônia nos assentamos e choramos lembrando-nos de Sião…” Canta-nos, ó meu Deus, as canções da terra prometida; serve-nos, no deserto, o maná; e concede-nos, a graça de brincar e saltar nos teus dias de descanso, como expressão de confiança…

E que haja, em algum lugar, uma comunidade de homens, mulheres, velhos, crianças e nenezinhos de peito que seja um primeiro fruto, um aperitivo, uma carícia do futuro.

Depois disso, eu vi: era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e diante do Cordeiro, trajados com vestes brancas e com palmas na mão.

Possa esta imagem ensinar-nos que Deus é aberto e receptivo, e apaixonadamente deseja que dentro dEle entremos tão profundamente, mesmo, que possamos entrar completamente e perder-nos como uma só coisa com Ele.

Tudo isso chamo de Lindo Céu… Ah! Lindo Céu é o lugar onde quero viver pra sempre…


Responses

  1. …Ó portas, levantai vosos frontões, erguei-vos bem mais alto antigas portas, para que o Rei Da Glória possa entrar.
    Quando escancaramos as portas de nossa alma, e desejamos, com ardor, nela entra o Rei da Glória.
    Houve um povo, no Egito, que por mais ou menos quatrocentos anos, foi escravo; e gemia com saudade da liberdade, e comia alhos e cebolas, esse povo sentia, em seu íntimo, saudade de Deus, o único que pode tirar-nos das cadeias que nós mesmos construímos ao longo de nossa história.
    Houve um homem, que, ao pastorear as ovelhas de seu sogro, Jetro, afastou-se um pouco mais que de costume e viu um arbusto a queimar sem se consumir. Curioso acercou-se para admirar algo tão espetacular, e, ao aproximar-se, ouviu seu nome pronunciado pelo Criador. Do Altíssimo recebeu uma ordem, depois de haver ouvido que os gemidos e lamentações de seu povo havia chegado ao seus ouvidos, :- Vai ao povo e diz-lhe que Eu o ouvi e envio-lhe para guiá-
    lo no caminho de uma terra que lhe
    dou por herança.
    Moisés não sabia o nome de seu Deus, mas ouviu em seguida:-Eu sou aquele que É. E o libertador, enviado pelo proprio Senhor foi e comunicou ao povo a sua libertação.
    Mas havia um inimigo a ser enfrentado e vencido antes da partida rumo à terra prometida:- faraó. O Senhor lhe deu os meios para vencê-lo, e vencido o inimigo, o povo partiu rumo à liberdade, mas faraó voltou atrás e enviou seu exército contra o povo da eleição, e o resultado dessa tolice foi que morreram afogados no mar Vermelho cavalo e cavaleiro enquanto o povo atravessava a pé enxuto. Mas como obedecer a Deus e seguir os seus preceitos? Difícil tarefa. Assim que vieram os primeros problemas, veram também as murmurações e a saudade dos alhos e cebolas do Egito.
    Assim somos nós quando surgem problemas en nossa vida, olhamos para trás e sentimos saudade “daquele tempo em que nada tínhamos, mas recebíamos o soldo da miséria e (parecia) que tudo era melhor, e então parece-nos mais fácil centrarmo-nos no passado e esquecer que vivemos o aqui e o agora. E, sem aho nem cebola, cnnstruímos também nós os nossos ídolos, o nosso bezerro de ouro e nos prostramos diande deles, e nos esquecemos dos benefícis de ontem, que o Onipotente nos concedeu com tanta bondade. Bondade que fez chover o maná, que tornou doce a amarga agua de Meriba, que trouxe milhares de codornizes, porque nossos ancestrais já se haviam enjoado do maná; que, vendo muitos de seus filhos amados morrerem a causa de ataques de serpentes, ordenou que se erguesse, em meio ao acampamento, uma serpente de bronze, primeiro sinal da cruz que futuramente se ergueria no Calvário, sinal de salvação, pois quem era atacado por uma serpente, só tinha que olhar para a serpente para ser curado; nós, quando estamos oprimidos, sofrendo e chorando porque nossos guardas exigem que lhes cantemos algum canto de Sião e em nossa tristeza não o conseguimos, temos um santo e eterno remédio:- a cruz do Senhor, olhamo-la e somos curados.
    Como somos desmemoriados! Nos esquecemos que o filho de Deus, Jesus Cristo nos diz, com suas palavras de salvação:- na casa de Meu Pai há muitas moradas.
    Alguém disse um dia:- nossa alma já vem ao mundo com saudade de Deus. Nos esquecemos que Ele construiu, com infinito amor uma casa. Uma casa onde todos os povos se encontrarão e nela habitarão. Uma casa onde não haverá discriminação, onde todos seremos irmãos e onde já não haverá deuses, ídolos nem desunião. Uma casa onde Ele, Deus nosso criador, e só Ele será o pai. E a multidão que seremos a Ele se unirá, e junto a miríades de anjos e santos, só a Ele cantará:- Santo, Santo Santo é o Senhor dos Exércitos. o céu e a terra proclamam a glória de Sua majestade.


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