Publicado por: Éverth Oliveira | 7 de Março de 2010

Um ano após o aborto dos gêmeos de Alagoinhas…


https://i0.wp.com/farm3.static.flickr.com/2460/3687675032_9cf0e1f05a.jpg“Meu irmão, se você diz que ama o bem, a moralidade, a ética, saiba que ninguém tem amor pelo bem, pela moralidade e pela ética que não tenha igualmente ódio mortal da injustiça, da imoralidade e da falta de ética. Se você ama o bem é porque você odeia o mal. Ninguém pode dizer que ama o bem e ficar indiferente com o mal.”

– Padre Paulo Ricardo, sobre o aborto dos gêmeos de Alagoinhas

Há um ano atrás, o Brasil inteiro se comovia com o estupro de uma menina de 9 anos. Ela engravidou. De gêmeos. Qual a solução? Amparo médico? Assistência psicológica? Não. A menina foi submetida à tortura do aborto. A menina, e as duas crianças no seu ventre.

O acontecimento foi marcado pela manipulação midiática, que demonstrou mais uma vez seu ódio contra a Igreja Católica, vomitando toda sua raiva contra o até então Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho. Ele comunicou que o aborto acarreta a excomunhão. A pena é latae sententiae, diz o Código de Direito Canônico. Ou seja, a excomunhão não foi dada pelo bispo; ela é automática nesse caso.

Mesmo assim, a Igreja foi taxada de intolerante, retrógrada, sem misericórdia e autoritária. A visão que as pessoas têm da fé católica não mudou muito no decorrer desse ano que passou. O mundo está cego. Tapou os olhos à crueldade do aborto.

Meu Deus, o que é o aborto? Não é o assassinato de bebês? Se queremos salvar vidas, o aborto não pode ser opção NUNCA! Mas, eis que os médicos apareceram, como redentores, como heróis. De um lado, os médicos assassinos; do outro, o bispo retrógrada, defensor da vida.

A população brasileira – mais exatamente 73,5% dela – é contra o aborto. Naquele momento, ainda havia mais pessoas que eram contra essa infâmia. Mas, para nossa surpresa, quase todo o Brasil, naquele momento, estava a favor da morte, do lado dos médicos.

E por quê? Vivemos em um país de catolicismo pretensioso. Somos católicos, mas há um limite. Somos cristãos até onde o cristianismo nos impõe obrigações. A partir daí, sou católico, mas “não concordo com algumas coisas que o Papa fala”; sou católico, mas “tem algumas atitudes da Igreja com as quais eu realmente não compactuo”. Enfim, é hipócrita, mas é a triste e dura realidade que observamos no Brasil.

E quando um bispo católico emite uma declaração católica sobre determinado assunto, então, há a revolta. Valem, nesse sentido, as duras palavras do pe. Paulo Ricardo para os católicos self-service: “Se você ama o bem é porque você odeia o mal.”

Católicos que amam as máximas de Cristo mas rejeitam os “duros” dogmas da Igreja, acordem para a cruel e desumana realidade do aborto, acordem para a incoerente e repugnante situação de hipocrisia em que viveis!

Lembremo-nos, por fim, das palavras do venerável Papa João Paulo II sobre o crime abominável do aborto: “às vezes, temem-se para o nascituro condições de existência tais que levam a pensar que seria melhor para ele não nascer. Mas estas e outras razões semelhantes, por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser humano inocente” (Evangelium Vitae, n. 58).

Que Maria, Mãe Santíssima, se digne interceder junto ao Altíssimo por todas essas crianças que tiveram a sua dignidade à vida desrespeitada.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

* * *

Visite o meu blog: Ecclesia Una.


Responses

  1. Vivemos num mundo conturbado.
    Conturbado pelas guerras que ainda se fazem “em nome de Deus. _ Quem não se lembra de George Bush quando disse, respeito à invasão do Iraque: “Deus está do nosso lado” Deus tem lado, tem preferências? A afirmação grotesca fez milhões de estadunidenses vibrarem de alegria insana. A Igreja Católica foi a única voz a ir contra tal absurdo. E foi criticada, inclusive por gentes “católicas”. A midia festejou o feito, pois isso só fez aumentar a audiência em todo o mundo.
    Assim também foi o fato triste e lamentável sobre a menina de apenas nove anos, estuprada e depois grávida. Verdadeiro banquete para a imprensa falada e escrita, para os deputados e senadores que lutam pela legalização do aborto, foram à televisão e jornais defender seus pontos de vista, porém, sem visão nenhuma do que poderia e pode acarretar a essa criança no futuro. Nossa sociedade (inclua-se nela católicos), optou pela solução mais cômoda, o assassinato. Ficou esquecido o mandamento:-não matarás, Deus ficou no esquecimento das mentes entorpecidas e cegas de uma sociedade que vai à missa e senta-se nos primeiros bancos, não para louvar, bendizer e agradecer ao Senhor da vida, mas para ser vista e fotografada e, ao sair da igreja volta às suas casas e escritórios, a serviço da morte.
    Será que alguém, desses que decretaram ser o aborto a melhor solução, pensou na menina e nos seres que estavam a ser gerados em seu ventre? Em seu futuro?
    O grande e talvez maior compositor da música erudita, Ludwig van Beethoven era surdo. Eram város irmãos, todos com problemas de saúde muito sérios, e sua mãe, ao descobrir-se grávida, foi aconselhada, já no século XIX, a abortar, mas sendo temente ao Deus da vida, não aceitou de modo algum e com veemência refutou todas as alegações de seus “amigos e amigas”a serviço da morte de que a criança que nasceria poderia trazer-lhe mais complicações ainda. E graças a essa mulher, podemos hoje deliciar-nos ouvindo as belíssimas sinfonias do compositor surdo. Agora resta-nos imaginar:- e aqueles filhos amados de Deus, se houvessem nascido, o que seriam quando adultos?
    Que Deus Pai, Senhor e dador da vida nos perdoe por nossas omissões, que são tantas.


Categorias

%d bloggers like this: