Publicado por: geovankubalc | 25 de Fevereiro de 2010

Três mal entendidos sobre Maria: adoração a Maria (parte I)

gkuba@legionaries.org

Hoje e nas próximas duas Quintas-Feiras, teremos um especial sobre Nossa Mãe, Maria Santíssima, hoje a primeira parte:

Qual é a doutrina Católica mais difícil para um Protestante compreender?

Quando falamos com um protestante ou ainda uma pessoa de outra religião a primeira coisa que temos que esclarecer é o que ensina exatamente a Igreja em suas doutrinas. Porque, como dizia um famoso Arcebispo dos EUA, Dom Fulton J. Sheen, talvez no mundo existam cem pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas existem centenas de milhares de pessoas que odeiam o que eles pensam que é a Igreja Católica. E isso, costuma-se ver claramente quando tomamos um folheto de qualquer seita atacando a nossa Igreja.

Não queremos dizer com isso que os protestantes tenham uma intenção maliciosa. 95% das vezes eles atacam a Igreja por ignorância ou por falta de informação correta, pois foi o que eles aprenderam com seus pais, com o pastor, na escola ou nos seus livrinhos, os quais geralmente que dão poucas informações e todas distorcidas. Por isso, na maioria dos casos, explicar um pouco quais são os verdadeiros ensinamentos da nossa fé já é suficiente para que desapareça a maioria dos problemas. Se a pessoa continua insistindo na discussão, pode ser que ela pertença aos outros 5% sem a devida boa vontade.

A experiência em geral diz que as outras seitas ou religiões não têm idéia do que ensina a Igreja, e se existe uma doutrina Católica que é ainda mais mal entendida é sobre Maria Santíssima. Existe muita falta de compreensão sobre Maria e estas se podem dividir nas três principais: a primeira é por que adoramos a Virgem Maria, a segunda é que Ela é santa ou poderosa pelos seus próprios méritos, e a terceira que a devoção a Nossa Senhora nos afasta de Cristo.

Neste artigo vamos dedicar a compreender um pouco melhor sobre o primeiro mal entendido, sobre a adoração a Maria. O quer disser isso? Quer dizer que damos culto a Ela que deveríamos dar somente a Deus. Na verdade é que nenhum católico adora a Virgem Maria, e se isso acontecesse estaria cometendo um pecado muito grave. Quando rezamos a Nossa Senhora fazemos duas coisas: honramo-la e em segundo lugar pedimos a sua intercessão e orações a Ela que está na presença de Deus.

Primeiramente, então, honramos a Maria, mas nunca a adoramos. No entanto, como podemos explicar isso? A melhor maneira é a través dos princípios inegáveis. O primeiro princípio é óbvio: Cristo cumpriu perfeitamente e a um máximo grau os dez mandamentos. Os quarto mandamento todos sabemos qual é, “honra teu Pai e a tua Mãe.” (Deut. 5, 16) Por outro lado Cristo honrou perfeitamente a sua Mãe Maria cumprindo o quarto mandamento ao detalhe. Este é o primeiro princípio.

O segundo princípio é: devemos de imitar a Cristo. Honramos a quem Cristo honra e da mesma forma, nem mais nem menos. Se Cristo honrou a Sua mãe, também eu devo de fazer o mesmo. Isso é o que devemos fazer quando rezamos a Maria. Ademais, Cristo mesmo antes de morrer na Cruz nos deixou a Nossa Senhora como nossa mãe. “Filho, eis aí a tua mãe.” (Jo 19, 27)

A segunda coisa que devemos fazer quando rezamos a Maria é pedir-lhe as Suas orações. E que significa isso? É algo tão simples! É o mesmo que quando pedimos orações a um sacerdote porque sabemos que ele está mais perto de Deus. No entanto alguém poderia dizer que “Maria está morta, não pode rezar por nós aqui na terra.” Não devemos esquecer que aqueles que morreram em Cristo seguem vivos pela eternidade. Estando eles na presença de Deus podem interceder por nós de uma maneira muito mais eficaz que se eu recorresse unicamente com minhas próprias forças.

Na carta de São Tiago 5, 16 diz-se que as orações de um homem justo são muito poderosas, mas também na carta aos Hebreus 12, 1 diz-se que os santos no céu estão ao redor de nós e nos animam a seguir lutando até que conseguimos chegar ao paraíso como eles. Agora, se as orações de um homem justo podem ser poderosas, como não será as de Maria Santíssima, mãe de Jesus? Pedir Suas orações não só está bem e é bom, senão que não pedir-las seria perder as orações mais poderosas que existem, as de uma mãe.

Desta maneira poderemos começar a explicar essa doutrina Católica que é uma das mais controvertidas, mas ao mesmo tempo uma das mais importantes. Podemos dizer que esse amor a Nossa Senhora é o nosso distintivo Católico, pois Ela nos leva tomados pela mão até o seu filho Jesus Cristo.

Vença o mal com o bem!

Confira a segunda parte: Três mal-entendidos sobre Maria: Santa pelos seus próprios méritos.


Responses

  1. Muito lindo este texto sobre Maria. Parabéns

  2. Maria é um santuário. Foi o santuário de Jesus, quando O carregou em seu ventre imaculado. Sua vida foi toda ela uma entrega confiante a Deus, que a escolheu para através dela fazer-se homem e habitar no meio de nós. Foi, como a maioria das moças de Israel, pobre e temente a Deus. Foi também a primeira missionária de nossa igreja, quando, ao saber que sua prima Isabel estava já em gravidez adiantada, não pensou duas vezes para pôr-se a caminho de sua casa. Ao vê-la, Isabel se enche de alegria e diz: Ave! Cheia de graça! De onde me vem que a mãe de meu Senhor me visite? Quem disse a Isabel que sua prima estava a esperar o Messias? Quem, senão o Espírito Santo? Aliás, em toda a sua vida Maria viveu em comunhão perfeita com o Espírito de Deus, porque os dois sempre estiveram e estarão em comunhão.
    E a resposta de Maria foi belíssima, mas também foi comprometedora, ia contra a situação do povo eleito, oprimido pelo regime tirano dos césares. Como Maria sabia que seu Magnificat era uma profecia e também um apaixonado louvor a Deus? Louvor que liberta e que o rezamos ainda hoje. ” A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador”- Este louvor nos mostra que Maria era pura, mas não era ignorante na Palavra do Senhor Deus, ela a conhecia, e muito bem! E foi ousada, ao dizer: – O Senhor derruba do trono os poderosos e exalta os humildes. Maria, será que você não está equivocada? Em Jesusalém, reina Herodes, e em Roma, o César reina absoluto! A história, nossa história, mostrou que a Mãe de todos os povos estava certa. O primeiro a ser exaltado foi seu filho Jesus, em sua presença. Qual católico não se enche de admiração quando se fala em Francisco de Assis, que, despindo-se das próprias vestes as entregou a seu pai, orgulhoso comerciante de tecidos e outras coisas mais, para entregar-se totalmente a Deus? Quem se lembra do nome de seu pai? Experimentemos nós, viajando pelo interior, parar diante de um roceiro com sua enxada nas mãos e perguntar-lhe quem reinava em Roma, à época de Jesus. Ele nos olhará com estranheza. Mas perguntemos a ele quem é Nossa Senhora. Ele, com certeza abrirá um belo sorriso e responderá, olhando-nos com mais estranheza ainda, e responderá: – então não sabe, seu moço? – Nossa Senhora é a mãe de Jesus, nosso Senhor!
    E Maria continua o seu Cântico-louvor: – Deus Despede os ricos de mãos vazias e sacia de bens os indigentes. Como? – O povo estava empobrecido, devido aos impostos abusivos que tinham que pagar aos seus dominadores, não só em Israel, mas em todo o império romano. Mais uma vez Maria, impelida pela força do Espírito Divino que nela habitava e fazia morada, estava certa. O império romano espedaçou-se, e depois dele muitos outros se ergueram, ditaram as regras por um tempo, e depois ruiram. Nós os brasileiros temos o exemplo de Portugal, por trezentos anos nos roubou, espoliou, fez-nos escravos. Foi um dos grandes imperios econômicos do mundo, e hoje, quem é Portugal?
    Mais uma vez nos rendemos diante da Cheia de Graça, mais uma vez, em seu silêncio que se traduz em sabedoria. Maria nos olha, roga e advoga pelos seus pequenos, ou seja, nós; porque diante da grandeza dessa mulher, apenas podemos, em nossa pequenez, agradecer pelo seu Magnificat, e pedir-lhe com a certeza do filho que pede algo à mãe e sabe que ela fará tudo o que for necessário para dar-nos aquilo que pedimos.
    Ó Maria concebida sem pecado, ó mulher forte em seu silêncio, ó Mãe, roga por nós os pecadores.


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