Publicado por: edivniojos | 23 de Fevereiro de 2010

Ser amigo é amar e deixar-se ser amado!

Que linda amizade!

Quando analisamos o relacionamento entre amigos, logo imaginamos que o amor os sustenta.

Só o amor vivido e aprendido entre duas pessoas, no hoje, pode sustentar uma amizade para sempre. Amar se aprende amando, ser amigo se aprende sendo amigo.

Como ser amigo? A revelação sincera de si mesmo para o outro pode gerar uma amizade. A ajuda adequada que recebemos do outro em momentos de aflição, de dor e de dúvida também pode gerar uma amizade.

O encontro de duas pessoas – vivendo o mesmo ideal ou participando de uma mesma missão – pode gerar uma amizade. A união de dois corações para formarem uma só carne também deve gerar uma amizade.

Deus une corações para poder gerar amizades. Da mesma forma, Jesus, nosso amigo de sempre, quer encontrar-se com você para gerar uma amizade.

Quando Deus une pessoas, Ele não o faz por acaso. Não. Ele tem um propósito: o de se utilizar do outro, da vida do outro, da experiência do outro, assim como de seu amor, para que cada um de nós chegue à maturidade de Cristo, o nosso melhor amigo, que deu a Sua vida por seus amigos.

Podemos perceber a transformação de João, o apóstolo, a partir da amizade de Jesus. João era impetuoso, cheio de justiça, como nos relata São Lucas quando os samaritanos não deixaram Jesus entrar na terra deles, então João e seu irmão disseram: “Senhor, queres que mandemos fogo do céu para consumi-los”. (Lc 9,54). Jesus os repreendeu e os chamou de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”.

Depois, lendo o Evangelho de João, podemos constatar essa transformação: o discípulo impetuoso, orgulhoso, ciumento e julgador converteu-se em um homem humilde, misericordioso, submisso e amoroso.

Jesus, o Amor, o amigo fiel, fez de João o apóstolo do Amor, na sua velhice as pessoas vinham até ele para receber um conselho daquele que foi amigo íntimo de Jesus, e ele só lhes dizia: “Amai-vos uns aos outros”.

João  foi transformado em um outro Jesus! Jesus devolveu a João a sua originalidade, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26). Que linda amizade!

Ser amigo é amar e deixar-se ser amado pelo outro, é estar junto com ele, especialmente nos momentos cruciais de nossa vida, como João esteve ao lado de Jesus na Sua crucificação. Ele foi o único discípulo que esteve presente naquele momento decisivo com Maria, a mãe de Jesus, Madalena e Maria, mulher de Cleófas. E, nessa hora Jesus dá ao seu amigo o que ele tinha de mais precioso: a Sua mãe. E dá à sua mãe ao amigo mais amado: João.

Ao amigo nós damos o que de melhor há e o que temos de melhor para lhes oferecer.


Responses

  1. É difícil encontrar amigos verdaderos, a Palavra de Deus nos diz que quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro. Como é verdadeiro isso!
    Na história Sagrada conhecemos dois grandes amigos, ela, muito conhecida entre nós os católicos e íntima de muitos, ele, também importantíssimo para que o reino de Deus fosse implantado aqui na terra, e se ainda está em andamento rumo à Jerusalem Celeste, é por causa desses dois muito conhecidos nossos:- Maria e José. José amava Maria, e Maria amava José. Mas para que houvesse amor entre eles, necessário foi que primeiro houvesse amizade, uma amizade indestrutível, baseada na confiança mútua. Ora, José, se não confiasse em sua amada, acreditaria em coisa tão inaudita, que o que estava sendo gerado em seu ventre vinha do céu?- que era o Filho do Altíssimo?
    Ao refletir o mistério da encarnação, o que pode levar-nos a crer que Maria, se não tivesse certeza da amizade que seu noivo lhe devotava, contaria, com naturalidade até, que a sombra de Deus a cobriu e ela então, concebeu do Espírito Santo?
    Quando José a viu voltando da casa de Isabel, o Menino-Deus já estava do terceiro para o quarto mês de gestação. E José teve dúvida sim, mas apenas até o anjo do Senhor vir até ele em sonho para dizer que Maria estava dizendo a verdade, ( José acreditou num sonho! ) e então as dúvidas todas se foram.
    O que faria um homem levantar-se de madrugada, tomar sua mulher e o filho:- “sim, Jesus era filho de José, assim Deus quis e ele também”
    e sair a caminho do Egito levando consigo sua familia,se não fosse a amizade e a confiança mutua que tinham um no outro, e confiança ainda maior nos desígnios de Deus?
    Até Herodes morrer, ficaram em terra estrangeira, de língua estranha, costumes outros, terra cujos habitantes adoravam e sacrificavam a deuses estranhos, ídolos, o que fez com que suportassem,- se não a amizade que já havia antes do amor puro e bendito que os unia,- tantas adversidades?- A resposta é simples e uma só:- a amizade.
    Deus-Pai também se revela amigo, quando, em Oséias, quase suplica a Seu povo tão rebelde que se converta e se volte a Ele. É o amigo traído tentando, por todos os meios trazer de volta à Sua amizade, aquele que o feriu, são comoventes as palavras que o Senhor dirige a Israel – Os 2, 20-25.
    Hoje os tempos são outros, mas a Palavra de Vida Eterna é a mesma, e nós o que fazemos com nossas amizades? – Basta olhar para os relacionamentos, os casamentos que terminam sem amizade, porque não havia amor, e não havia amor porque nunca houve amizade verdadeira, baseada na confiança mútua, na certeza de que se um tropeçar o outro sempre estará perto, para não deixar que se caia de boca no chão, mas sim que se caia de joelho, para que o amigo ou amiga possa ajudar a levantar-se e juntos, unidos pela amizade, dom de Deus, empreenderem a caminhada, nem sempre fácil, rumo ao Eterno Amor, e chegando diante Dele, ouvir as palavras do Amigo Maior, Jesus Cristo:- Vinde, benditos de Meu Pai, entrai e tomai posse do reino que vos está preparado.
    Amigos verdadeiros anelam ouvir estas palavras no tempo. No eterno, quando os olhos se fecharem ao mundo e se abrirem à eternidade, sem embargo as ouvirão.


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