Publicado por: siluchoa | 18 de Dezembro de 2009

Santos do mês de Dezembro (Parte 2)

No dia 7 de dezembro comemoramos a Memória de Santo Ambrósio, também Bispo e Doutor da Igreja. Nascido em Treves, pelo ano de 340, de família romana. Estudou em Roma; e em Sírmio entrou para a carreira da magistratura. Em 374, morando em Milão, foi subitamente eleito bispo da cidade e sagrado no dia 7 de dezembro. Observado à risca seu ministério sagrado, exerceu sobretudo a caridade para todos, autêntico pastor e doutor dos fiéis. Com vigor protegeu os direitos da Igreja; por escritos e atos defendeu a verdadeira doutrina da fé contra os arianos. Morreu no sábado santo, dia 4 de abril de 397.

“Por tuas palavras abrandas o povo. Recebeste o ministério sagrado e, sentado à popa da Igreja, governas a nave em meio às ondas. Segura o leme da fé, para que as procelas do mundo não possam turbar-te. O mar é, na verdade, grande e vasto, mas não tenhas receio; porque “ele sobre os mares a construiu e sobre os rios a assentou”. Por isso não é sem razão que, entre tantas agitações do mundo, a Igreja fica imóvel, porque edificada sobre a pedra apostólica, e contra o ímpeto das vagas permanece em inabalável fundamento” (das cartas de Santo Ambrósio, bispo).

Dia 8 de dezembro comemoramos a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria. Esse dia é de grande alegria e testemunho para nós católicos que acreditamos e professamos a Imaculada Conceição de Nossa Senhora. A exemplo de Santa Catarina Labouré devemos professar e propagar a Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

“(…) Tão grandes bens provieram pelo bendito fruto do bendito seio da bendita Virgem Maria. (…) Ó mulher plena e mais plena de graça, toda criatura reverdece, se regada pelo transbordamento de tua plenitude! Ò Virgem bendita e mais bendita por cuja bênção toda a natureza é bendita, não só as coisas criadas pelo Criador, mas o Criador pela criatura. (…) Deus é pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recriadas. (…) Deus gerou aquele que por quem tudo foi feito; e Maria deu a luz aquele por quem tudo foi salvo (…)” (Dos sermões de Santo Anselmo, bispo).

No dia 11 de dezembro temos a lembrança de São João Damaso I, Papa da Igreja. Nasceu na Espanha, em meados do ano 305. Admitido no clero romano, foi sagrado bispo da Igreja romana em 366, tempos calamitosos. Convocou vários sínodos contra cismáticos e hereges, promoveu amplamente o culto dos mártires, cujo sepulcro ornou com versos. Morreu em 384.

“Celebramos os mártires com culto de afeição e de fraternidade. O povo cristão concelebra com religiosa solenidade a memória dos mártires para se estimular à sua imitação e também associar-se a seus méritos, igualmente beneficiar-se de suas orações; mas não erguemos altares e nenhum mártir, mas, em sua memória, ao próprio Deus que é Deus dos mártires (…)” (Do Tratado contra Fausto, de Santo Agostinho, bispo).

Em 12 de dezembro comemoramos o dia de Santa Joana Francisca de Chantal, Religiosa. Santa Joana nasceu no ano de 1572, na França. Casou-se com o nobre senhor de Chantal, teve seis filhos que educou na piedade. Morto o marido, sob direção de São Francisco de Sales, correu célere pelo caminho da perfeição e praticou obras de caridade, principalmente para os pobres e enfermos. Fundou a Ordem da Visitação, governando-a com sabedoria. Morreu em 1651.

“O amor é forte como a morte. Certo dia Santa Joana disse essas palavras, logo fielmente recolhidas: Abri-vos inteiramente à vontade de Deus e tereis a prova. Realmente, o amor divino mergulha sua espada até as mais íntimas e secretas partes da alma e separa-nos de nós mesmas (…) Desde o instante que nos entregamos sem restrições a Deus até o fim da vida (…)” (Das memórias escritas por uma religiosa do conselho de Santa Joana Francisca).

No dia 12 de dezembro celebramos também a Aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. Sempre em suas aparições Nossa Senhora é modelo de bondade e submissão à vontade de Deus e nos pede o mesmo: que confiemos em suas palavras e propaguemos de alguma forma, a Palavra de Deus e seu reino. “Num sábado, no ano de 1531, um indígena que, de seu lugarejo caminhava para a cidade do México, a fim de participar da catequese e da Santa Missa, quando estava na colina de Tepeyac perto da capital, Maria apareceu ao recém-convertido, Juan Diego (João Diogo), que já atualmente fora canonizado pela Igreja; e suplicou-lhe para que fosse até o Bispo, pedindo para que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus. O Bispo local usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena, que somente na terceira aparição foi concedido. Foi quando Juan Diego estava indo buscar um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…” O Bispo viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora.(www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?&dia=12&mes=12&ano=2009)

Peçamos aos Santos e Santas do Senhor, modelos de fé, dignidade e total entrega de suas vidas a Deus, as virtudes necessárias para alcançarmos junto deles a Vida Eterna. Amém.

Todas as citações e fontes das vidas dos Santos e Santas aqui levantadas são do “Liturgia das horas-Ofício das Leituras- Próprio dos Santos” da Edições Paulinas (1987)


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